No mundo corporativo é natural que muitas vezes as ideias fiquem presas e concentradas em um único setor, um único grupo de pessoas. Pensando nisso, o brainstorming vem para tentar quebrar esse ciclo vicioso.

Essa técnica vai em busca da criatividade de todos os envolvidos na empresa. Desde o cargo mais alto até o colaborador menos ligado às posições de direção.

Assim, a descentralização de ideias consegue fazer que a empresa amadureça enquanto companhia.

O que é o brainstorming?

O brainstorming pode ser entendido como uma grande técnica que se baseia em insights e geração de ideias, além de estimular a criatividade de uma equipe. Nesse sentido, temos aquela máxima de que várias pessoas dando ideias é mais vantajoso que algo centralizado.

Pensando nisso, o processo deve ocorrer de forma natural, onde os colaboradores tenham espaço para colocar suas ideias sem sofrerem críticas ou serem reprimidos por isso. Nesse caso, também é trabalhado a coragem dos colaboradores de se expor.

Com isso, a empresa inteira ganha colaboradores mais engajados, mais treinados e principalmente mais sintonizados. A técnica é estimulada para que novos processos ganhem vida, ou para os antigos possam ser revisitados e repaginados.

Entretanto, para que o brainstorming funcione, é necessário que ocorra uma mediação saudável e bem definida. Por exemplo, precisa ser entendido que, por mais que todas as ideias sejam aceitas e esperadas, existe um objetivo, um foco, e ele precisa ser seguido.

Pensando nisso, apesar de ser uma técnica de estímulo pessoal, se faz necessária a conscientização sobre o objetivo de cada processo realizado.

Quais os tipos de brainstorm?

Atualmente, o brainstorming é separado em dois grupos principais.

1. Estruturado

O modelo estruturado diz respeito ao processo de criação de ideias dentro de um tempo determinado. Existe um limite de tempo para determinados assuntos. 

Assim, os colaboradores jogam suas ideias dentro de um prazo, e o que não for repassado, não é mais considerado para aquele assunto.

2. Não estruturado

O tipo não estruturado é o oposto do primeiro modelo, já que aqui, não vai existir nenhum tipo de limitação para a sugestão de ideias. Os colaboradores atuam conforme as ideias surgem, e não precisando atuar com a pressão de um tempo final.

É claro que cada modelo vai ter sua vantagem e desvantagem. 

Por exemplo, o tipo estruturado garante que determinada estratégia será feita em tempo hábil, e não que irá passar muito mais tempo pelos colaboradores não terem atribuído ideias.

Por outro lado, no tipo não estruturado ocorre uma liberdade maior e, consequentemente, acaba ajudando pessoas que não lidam bem com pressões ou prazos pequenos.

Para que serve e quais as vantagens?

Entendendo que o brainstorming funciona principalmente para gerar novas ideias e novas estratégias, fica muito mais natural entender para que ele serve. Assim, podemos definir que sua função é coletar diversas ideias para chegar em uma imbatível.

Ou seja, é quando você reúne ideias, sejam boas ou ruins, para que destas possa ser tirada uma principal, considerada a melhor. Você consegue filtrar melhor as ideias dadas pelos colaboradores de modo que todos entendam que aquela não era o ideal.

A principal vantagem de usar o brainstorming é incentivar a produtividade e coletividade dentro de uma equipe. Afinal, quando todos são induzidos a terem ideias e, juntos pensarem em uma maior, desenvolve um grande senso de pertencimento.

Além disso, a efetividade aumenta, já que começam a se sentir como parte integrante daquele processo, daquele movimento. A técnica do brainstorming é extremamente recomendada para criar essa união dentro dos mais diversos setores.

Outra vantagem percebida é a comunicação entre os colaboradores. Com o brainstorming, a comunicação entre líderes e colaboradores começa a ser mais frequente e principalmente mais facilitada.

Com isso, naturalmente, a empresa passa a trabalhar em um nível de sintonia maior, o que é benéfico para todos os processos internos.

5 dicas fundamentais do brainstorming

Por ser um termo amplo, existem milhares de dicas e estratégias para fazer brainstorming e ter bons resultados e ideias. Pensando nisso, vamos falar um pouco sobre as cinco dicas principais e como você pode aplicá-las na empresa.

Em geral, não são dicas exclusivas, ou seja, uma empresa pode realizar todas elas de maneira conjunta, otimizando suas aplicações.

1. Equilibrar as discussões

Quando existe um debate de ideia, é natural que em alguns momentos ocorram princípios de discussão entre partes contrárias. Mesmo assim, para uma boa realização, deve ocorrer uma mediação entre as partes.

Afinal, em meio a discussões, podem surgir boas ideias e ideias que contribuam para a empresa. Pensando nisso, o ideal é que sempre haja alguém responsável por equilibrar as ideias, e não deixar apenas um lado se sobressair em relação aos demais.

2. Faça as atas das reuniões ou ideias

Já que o brainstorming é uma grande elaboração de ideias para melhoria de um negócio, tudo aquilo que for dado como ideia precisa ser considerado. Sim, mesmo aquele pensamento que parece a coisa mais ridícula do mundo.

Dentro do brainstorming, tudo aquilo que pode ser pensado para ter novas ideias deve ser considerado. Assim, no fim, todas as anotações podem ser revistas e selecionadas apenas aquela que fazem mais sentido.

Ainda que a ideia não seja colocada em prática, ela serve de inspiração, serve para trazer ideias decorrentes delas. Por isso, tome nota de tudo que for possível em reuniões de planejamentos e estratégias.

3. Análise SWOT

A análise SWOT é uma ótima ferramenta do brainstorming, que se baseia no mapeamento completo de uma empresa. Nesse sentido, é quando a empresa busca encontrar todos os gargalos que podem ser resolvidos dentro do processo interno.

Para isso, são quatro pilares que precisam ser levantados:

  • fraquezas;
  • forças;
  • ameaças;
  • oportunidades.

Dentro do brainstorming, a análise SWOT funciona como um grande resumo em forma de números do momento da empresa. Ou seja, é quando os colaboradores e gestores conseguem entender onde estão, para onde desejam ir e como podem fazer isso.

Naturalmente, começa a surgir uma linha de pensamentos pautados em melhorias, em novas ideias.

4. Gatilhos

Os gatilhos mentais representam uma das técnicas mais conhecidas e mais usadas hoje em dia, principalmente no que diz respeito às campanhas de marketing digital. 

Quando se faz necessário debater sobre um assunto X, são escolhidos três pensamentos principais e a partir deles, são gerados gatilhos que resultam em desmembramentos dessa ideia. 

Ou seja, é como se fosse um teor provocativo de conversa, trazendo para algo mais “bate-bola”.

Por isso, os gatilhos são uma das principais formas de fazer um brainstorming, exatamente por essa facilidade de uso no próprio dia a dia. Afinal, muitas vezes usamos essa técnica sem saber que está sendo utilizada.

5. Mindmapping

A técnica de mindmapping consiste em escolher três palavras que resumam, por completo, o problema que está sendo levantado. A partir disso, cada membro da equipe deve apontar palavras que decorrem das iniciais.

Com isso, essas novas palavras precisam estar diretamente ligadas com as primeiras, usando o desenho de uma linha entre elas, criando um elo. Com isso, será formado um grande organograma, com todas as palavras ligadas a uma ideia principal.

Quando a equipe determina palavras diretamente ligadas, naturalmente nosso cérebro é induzido a pensar em palavras derivadas das que já estão derivadas. Confuso? Vamos explicar.

Por exemplo, se você teve uma ideia de falar sobre cinema, quais as três palavras que resumem cinema?

  • filme;
  • personagens;
  • arte.

Pensando nessas três palavras, quais outras palavras vêm em mente a partir delas? Bom, para pensar em personagem, você precisa de um ator.

Assim, seria “personagens → ator”. Posteriormente, o que te lembra a palavra ator?

Entendeu? É criada uma grande teia de aranha com palavras que de alguma forma se complementam e garantem a amarração de uma ideia.

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